sábado, 27 de fevereiro de 2010

Reflexo


Entre turvos aspectos
um específico chama a atenção
Apesar de distante,
Apesar de toda aquela multidão.

Não caminha, flutua.
Se desloca como sombra.
Fixado em meus olhos
Aparece e transparece,

Se faz inócuo, maleável,
Nunca preso, tampouco inerte
Ainda INTOCÁVEL,
Uma imagem que verte.

Tende a desaparecer,
Porém nunca eternamente.
É o seu reflexo em minha Alma
É o meu desatino doente

Minha falta de ar...
Sua falta de tom...
Minha vontade de tocar ao menos sua imagem,
Sua dádiva perfeita, meu dom.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lógica de merídio

Estranhamente tudo se aquieta,
Evidencia a ferida aberta.
Um tumor espalhado,
O sentimento mal criado.

Em simples atos elucidam-se os fatos:
É o final de uma novela incerta
Clama, não trama, acama!
E a chaga continua aberta

Tresloucado fulgor,
Em mesma intensidade, perdemos o furor.
Agora é mero e fugaz.
Não vimos o desabrochar do lilás.

A conclusão tirada:
Uma quimera desvairada.

Em pleno meio-dia
Algo claramente dizia:

"O erro cria a situação,
Te faz aprender...
Inabdicável é a paixão,
Temerário é o sofrer!"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A mesma questão

O que será mais difícil?
Acertar na decisão sem me machucar?
Machucar alguém sem me preocupar com a tal decisão?
De nada me vale a ansiedade e as dúvidas.
De nada me valem os pensamentos.
A decisão é complexa e difícil.
Sem saber que rumo tomar sigo perdido,
nao corro nem para um lado nem para o outro,
permaneço no meio estagnado e indeciso.
Me julguem  !
Me desprezem !
Me amem !
Me odeiem !
Ao menos sintam algo por mim.
Arrastando-me pelas paredes
Me forçando a encontrar a melhor decisão não vejo saída,
A não ser, me esconder na reflexão
E ficar sempre nessa mesma questão!
¬¬

Canto

Gritando e dançando num canto qualquer,
Cantando e encantando tudo e todos que ela quiser.
Se vê uma garota e surpreende.
Em letra e melodia NADA nos prende
Esquecendo do mundo a cada passo,
Vivendo intensamente a cada compasso.
Fluindo com as batidas e os sons
Flutua em meio os Normais
Se faz, assim, mais.
Mais presente,
Mais constante,
Mais concreta,
Tudo, exceto discreta.
Seu canto é sua paz.
No canto há felicidade.
Em meio a louca cidade, a tranquilidade,
Inquieta...
Uma verdade nada indireta.
Sem respostas aguardadas,
Apenas sua voz, naquele canto cantada, sussurrada.
Em todo canto seu canto se faz meu encanto!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não por acaso

A espera da estranha pessoa,
Conhecida por seu jeito notável,
Reconhecida por ser notadamente intocável.
A passos longos, encurta a distância ao teu lado.
O pensamento me transporta até vc e leva minha alma.
É real? É Surreal!

Curioso? Talvez até demais.
Quero saber quem noto,
Apenas descobrir quem você é !
Desejo? Não, FOCO !
Concentrado no incerto, aguardando os cachos, os laços.

Paisagem bela transmite em segundos.
Estranha torna-te nobreza.
Conheço a menina de antes,
Reconheço a de agora.
Com muita vontade, cumplicidade, sinceridade.


Mira o infinito, admirável, quase intocável.
Desejo o inerte da foto, o gosto secreto da esperança.
O toque de algo íntimo do vazio.
Do ato raro de fazer dois um só!
Não por acaso, encontrei você.



*Texto base from Manuka
Viu como ficou diferente Ma?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sentidos

O som do silêncio incomoda aquela paz.
Destruindo a tranquilidade inerte,
Veio transformar a vertigem em dúvida.
E, o que um dia foi questão, hoje, é fato,
Constante, incontrolável, atordoante,
Deliciosamente satisfatório e gritante!
O silêncio continua incômodo.
Lembra a sua falta, lembra a distância.
Minutos passam percebidos e vagarosos
A espera para falar, ouvir, gemer,
Ter e estar com você.
Sua lembrança grita na memória.
Cada pensamento um gesto,
Cada respiração uma lembrança...é frenético, palpável.
O cheiro, não o perfume, O CHEIRO, inconfundível,
Apetitoso, carrega o desejo e trás um vício.
A mesma boca que beija é a que chama, provoca,
Instiga os mais primitivos sentidos.
Tato, em suas mãos, seu corpo.
Olfato, seu cheiro, sua essência de mulher.
Paladar, seu gosto, sua boca, sua pele.
Visão, seu olhar, desejado, descontrolado, primitivo.
Sentidos sentidos, percebidos, vividos, ávidos.
Um surto explosivo de ações e reações,
Sentindo sem saber e sabendo sem sentir.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Dúvida

Aquela boca...ah, aquela boca!
Completamente estranha a mim.
O olhar penetrante, devastador, dominador...
As pessoas ao redor não fazem parte do cenário,
Coadjuvantes em uma cena de idéias.

"Ela me quer! Eu sei! Eu sei?"
Veio me falar e... Surpresa! Nada do esperado.

A confusão domina os pensamentos,
Tudo é diferente, é difícil, pode ser, até, simples, ou não...

"Preciso encontrá-la".

Sentimentos, nunca antes expostos, enfrentam as ações.
Finalmente, PAIXÃO vencendo a RAZÃO?

Os pensamentos, insanos, visitam a todo instante.
Um pretexto, um vinho, um carinho,
No dia seguinte, sozinho.

Quando finalmente juntos, nus, sob um feixe de luz,
Enlouqueço, enfraqueço...indefeso, EXPOSTO...
Ela, linda! Sua silhueta contornando o absurdo...
Perfeita! Mulher com jeito de menina,
Ali, supostamente, indefesa, entregue.
IGUAIS e DIFERENTES DEMAIS.

Não controlo os atos, cego, meio perdido.
Com a possibilidade de perdê-la, vou embora.
Isso me consome, deixei-a, mesmo sem tê-la.
E a confusão deixa de ser única,
Agora dividimos a mesma questão:
"O QUE ESTÁ ACONTECENDO?"