Desfazendo-me de inutilidades,
Inutilizando meias verdades;
Um complexo de grandeza, um menosprezo à clareza.
Cicatrizes lembram o que foi, um dia, uma dor profunda.
Procurando uma lucidez, nesse Oceano turbulento,
E os demônios, dentro da cabeça, muitos amores revivendo.
Tudo é tão pequeno e ao mesmo tempo tão profundo...
A miscelânia de sentimentos atordoante, inquietante
Provoca, aqui, o que há de mais imundo.
Cigarros e doses alcoólicas fazem sala,
Entorpecendo, enlouquecendo, adoecendo.
Um violão, toca ao fundo, triste.
Minha voz, acompanhando a tristeza, quase não existe.
Percebendo um fim, eu corro,
Corro como menino,
Em busca de uma maioridade,
Procurando algo bom; procurando a felicidade.
Deitado, no chão, imagino um céu estrelado e vôo.
Minhas asas cortadas impedem o sonho e, acordado, caio.
Amanhã será um outro dia...
A manhã chega e junto minha agonia.
Usando artifícios fictícios engano a mim mesmo.
Fingindo buscar a plenitude nessa cidade
Ao mesmo tempo fugindo de todos e da realidade.
Insignificante, sem pudor;
Sou, agora, o signficado de "dor".
Nessa salada que existe na minha cabeça, o molho é só uma pequena parte, os seguidores são o tempero, e todos sabem que o tempero é que dá o sabor !!! =)
sexta-feira, 14 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Parafraseando a insensatez
A presença do vazio não faz mal,
A ausência do algo mais é que enlouquece.
Olhar e não perceber nada ao redor.
Parar para pensar e descobrir que o silêncio que ecoa já não faz tanto sentido.
Sentir a brisa do amanhecer e dormir não ajuda mais.
O estado de dormência afetiva acabou, enfim!
É chegado o dia em que a excessão vira regra,
Talvez, no fundo da alma, eu já saiba todas as respostas...
Finalmente liberto?
Realmente incerto...
As indecisões e conclusões não são tão constantes,
Isso não é, de fato, atordoante.
O resto daquela metade foi um conto de fadas
E os erros de um dia surgem à tona...
Errei por ser um Príncipe sem reino;
Erro por ser razão sem saber lidar com a emoção;
Errarei, provavelmente, por nunca me abster disso,
Mas sei que um dia chegará o fim,
O fim da prisão dos sentimentos.
O dia em que vou, claramente, libertar-me de dúvidas e carências
E esquecerei, por um momento, que o fim quem cria não são as personagens mas sim os autores!
Novamente, possuído de inconstância, me escondo
Esperando, talvez, uma salvação
Ou, quem sabe, outra decepção...
Viver é um sofrer constante,
É morrer aos poucos;
E, mesmo certos dessa verdade, nos permitimos fingir não saber.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Boas vindas__14/04/2010__
Quando você chegar, avise!
Avise aos desinformados que nasceu "A estrela".
Grite, em choros afinados, que veio para ficar.
Em um primeiro olhar curioso diga: EU TE CONHEÇO.
Venha... Venha rápido!
Vem você para ser a força de seus pais.
Vem viver e vencer também.
Vem viver e vem ser para todos, o bem.
Para inebriar-nos de alegria, sorria!
Diamante de brilho intenso,
Preenche meu viver de amor puro.
Faz de mim algo além, como um porto seguro.
Se cair, amortecerei, com meu corpo, sua queda;
Se sofrer, sofrerei por e com você todos os dias;
E nesses dias tristes, me farei palhaço
Para seu deleite, para sua alegria.
Nunca deixe de arriscar.
Você é filha. É parte do meu irmão,
Não tema por nosso bem estar.
Você é ilha e eu serei, ao seu redor, sempre, um mar.
Cuidarei de ti sem precisar de agradecimentos.
Ajudarei-te sem necessidade de consentimentos.
Chorarei a cada lágrima de dor.
Estarei sempre por perto, mesmo à distancia,
E você saberá... e sentirá... e entenderá
Isso é Amor!
Para a pequena de chegada recente,
a quem eu chamo de Duda, que sem nenhum esforço deixou uma sala de espera inteira muda!
Te Amo Giovanna!
Seja muito bem vinda às nossas vidas!
Avise aos desinformados que nasceu "A estrela".
Grite, em choros afinados, que veio para ficar.
Em um primeiro olhar curioso diga: EU TE CONHEÇO.
Venha... Venha rápido!
Vem você para ser a força de seus pais.
Vem viver e vencer também.
Vem viver e vem ser para todos, o bem.
Para inebriar-nos de alegria, sorria!
Diamante de brilho intenso,
Preenche meu viver de amor puro.
Faz de mim algo além, como um porto seguro.
Se cair, amortecerei, com meu corpo, sua queda;
Se sofrer, sofrerei por e com você todos os dias;
E nesses dias tristes, me farei palhaço
Para seu deleite, para sua alegria.
Nunca deixe de arriscar.
Você é filha. É parte do meu irmão,
Não tema por nosso bem estar.
Você é ilha e eu serei, ao seu redor, sempre, um mar.
Cuidarei de ti sem precisar de agradecimentos.
Ajudarei-te sem necessidade de consentimentos.
Chorarei a cada lágrima de dor.
Estarei sempre por perto, mesmo à distancia,
E você saberá... e sentirá... e entenderá
Isso é Amor!
Para a pequena de chegada recente,
a quem eu chamo de Duda, que sem nenhum esforço deixou uma sala de espera inteira muda!
Te Amo Giovanna!
Seja muito bem vinda às nossas vidas!
domingo, 14 de março de 2010
Aparições e tormentas
Tarde comum, inócua.
Nada a fazer,
Ninguém para ver.
Da calmaria faz-se a tempestade!
Ela apareceu, inopinadamente,
Girando universos, conturbando constelações.
As palavras, tremulas, fugiam da boca seca,
Os rubores, explícitos na alma, denunciavam na face:
-O tormento está de volta!
Avassalador por natureza,
Destrói sem perceber,
Machuca sem querer, faz rosto à razão...Medo!
Aflito como um garoto em sua brincadeira:
Escondido... espreitando... aguardando, na verdade, ser encontrado.
A felicidade contagia... Nostalgia.
Há, latente, inspiração. Novamente aflição.
Coitado coração!
Pulsa forte, acelerado, medroso, perturbado.
Sem opções diversas,
Sem contraversões dispersas,
Apenas uma incerta prudência.
Um terno de espadas voltados em copas,
A fragilidade vigente incorpora o cerne.
Malditas aparições, sem significado, propósito ou concatenação.
Palavras apenas,
Verdades plenas,
Desabafos de um Mecenas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulher
Necessária como o ar que respiro.
Incontrolável como o mar que admiro.
Cheia de si, ela pode o que quiser.
Controla meus pensamentos, mesmo sem intenção,
Com suas belezas diversas e controversas.
Vaga pelas minhas lembranças,
Suave, delicada,
Ao mesmo tempo feroz.
Momentaneamente LEOA,
Simultaneamente FADA.
Dona da percepção,
Controladora da paixão.
Leva a beleza e a profundidade do olhar onde estiver,
Transforma o marasmo em sarcasmo.
Diverte e confunde,
Com simplicidade, facilidade, felicidade.
Beirando a loucura, se faz compreensível,
Mesmo em seus dias mais delicados impõe-se.
Tem o dom de mudar tudo à sua volta com uma expressão.
Pode controlar o mundo com o coração.
Simples ou complicada.
Flexível ou transtornada.
Metida, gordinha ou magrinha.
Perfeita, clarinha, escurinha, riquinha, pobrezinha,
Sorridente, maléfica, controladora, elétrica...
Seja como for, é essêncial... vital.
Por você, Mulher,
Eu morro,
Eu vivo,
Eu mato,
Eu crio.
Mulher, todos os meus dias lhe pertecem.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Reflexo
Entre turvos aspectos
um específico chama a atenção
Apesar de distante,
Apesar de toda aquela multidão.
Não caminha, flutua.
Se desloca como sombra.
Fixado em meus olhos
Aparece e transparece,
Se faz inócuo, maleável,
Nunca preso, tampouco inerte
Ainda INTOCÁVEL,
Uma imagem que verte.
Tende a desaparecer,
Porém nunca eternamente.
É o seu reflexo em minha Alma
É o meu desatino doente
Minha falta de ar...
Sua falta de tom...
Minha vontade de tocar ao menos sua imagem,
Sua dádiva perfeita, meu dom.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Lógica de merídio
Estranhamente tudo se aquieta,
Evidencia a ferida aberta.
Um tumor espalhado,
O sentimento mal criado.
Em simples atos elucidam-se os fatos:
É o final de uma novela incerta
Clama, não trama, acama!
E a chaga continua aberta
Tresloucado fulgor,
Em mesma intensidade, perdemos o furor.
Agora é mero e fugaz.
Agora é mero e fugaz.
Não vimos o desabrochar do lilás.
A conclusão tirada:
Uma quimera desvairada.
Em pleno meio-dia
Algo claramente dizia:
"O erro cria a situação,
Te faz aprender...
Inabdicável é a paixão,
Temerário é o sofrer!"
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